Primeiras impressões: Watchmen e a filosofia

A ida a Bienal do Livro rendeu mais alguns livros e muitas revistas para ocupar nossa estante já superlotada. Entre as aquisições, fiquei muito satisfeita com a compra de mais três livros do tipo filosofia pop. Como todos são lançamentos, vou começar a postar minhas primeiras impressões sobre os títulos.

O primeiro é Watchmen e a filosofia – um teste de Rorschach, lançado pela editora Madras. Sob a coordenação do já conhecido Willian Irwin, o livro é uma coletânea de artigos divididos em quatro partes.

A primeira discute a política do poder baseado na velha questão que permeia a graphic novel. Afinal, quem vigia os vigilantes? A partir dessa pergunta são discutidos temas que parecem ser divertidos como “O Super-Homem existe e ele é americano: moralidade em face do poder absoluto” ou “Super Herois e Super-homens: encontrando o Ubermensch de Nietzsche em Watchmen”.

Já a parte chamada de O Plano de Veidt: Watchmen e a Ética é dividida em três capítulos que discutem mais a fundo os personagens. Logicamente, a análise de Rorschach ganhou um artigo inteiro chamado “Quando falar a verdade é errado”.

Mas se Rorschach ganhou um capítulo, um outro personagem foi analisado nas quase 50 páginas da terceira parte do livro. Em A Metafísica do Dr.Manhattan, o azulão tem sua personalidade, seu comportamento, suas emoções, seus poderes e sua posição de quase deus discutida a luz da filosofia.

Mas já decidi que vou vou começar a ler o livro pela quarta parte, que se chama Esta não é uma história em quadrinhos que seu pai lia. O primeiro artigo já enche os olhos com a questão “Por que você não vai ler um livro ou algo assim? Watchmen como literatura”. Não sei quantas vezes tive que ouvir esse tipo de bobagem na minha vida e com certeza farei um post sobre esse capítulo. Outro que me parece muito interessante é “Watchwomen, as Vigilantes” artigo que analisa as mulheres de Watchmen.

Todos os que conhecem a obra original sabem muito bem que Watchmen é muito mais que uma simples história em quadrinhos. Aliás, o nome Alan Moore já diz quase tudo a respeito disso. Enfim, nada me parece mais apropriado para ser revisto a luz da filosofia do que uma obra do auto-proclamado mago. Pense bem, tudo que ele fez pode ser facilmente (e deliciosamente) objeto de discussão de alto nível. E ainda dizem por aí, que quadrinho é coisa de criança…

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Uma resposta para “Primeiras impressões: Watchmen e a filosofia

  1. > E ainda dizem por aí, que quadrinho é coisa de criança…

    … e “para que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.

    🙂

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